segunda-feira, 29 de novembro de 2010

IPv4 pode acabar em 90 dias

Segundo Associação de Usuários da Internet européia, os protocolos vão acabar rapidamente e, por isso, a migração para IPv6 deve ser feita com urgência; Brasil ainda possui estoque com endereços IPv4.

A numeração de endereços web com o sistema IPv4 está a ponto de chegar à sua capacidade máxima. Os experts no assunto consideram que, em 90 dias, o sistema se esgotará e não haverá possibilidades de novos endereços.
A Associação de Usuários da Internet (AUI) insistiu, mediante um comunicado dirigido ao governo e às empresas e internautas, na necessidade de adotar o novo protocolo IPv6 para que a rede continue crescendo.
O crescimento exponencial da Internet pode ser um problema. A proliferação de páginas adiantou a capacidade máxima do sistema atual, já que o número de endereços está em torno de 4 bilhões.
Há duas semanas, a Vint Cerf, reconhecido como um dos pais da internet, já alertou as empresas e usuários de todo o mundo do possível estancamento da rede em caso de não adoção do IPv6. “A mudança tem que ser feita urgente, ou a internet deixará de crescer”, afirma.
A Lacnic, entidade responsável pelos blocos de endereços da América Latina, junto ao CGI.br, que cuida dos protocolos brasileiros, afirmam que, na região, ainda há um estoque reservado de domínios que podem ser utilizados por até um ou dois anos.
Necessidade de mudança
O Conselho Assessor de Telecomunicações da Europa afirmou, na semana passada que, no momento, poucas operadoras e empresas desenvolvem seus serviços já no sistema de última geração.
O Google, por exemplo, se deu conta dos problemas há alguns anos e já cnta com sua estrutura de IPv6.
Se o novo protocolo não for adotado de forma imediata, o crescimento livre e sustentável da internet pode ser significativamente afetado. “A migração não é uma escolha, é uma necessidade. Não podemos permitir o luxo de continuar esperando quem será o primeiro a ter problemas”, alerta o presidente da AUI, Miguel Péreza Subías.
Segundo Subías, a continuidade da internet depende desta transação e dos governantes, que devem criar medidas para que nenhum país fique para trás.
Fonte: IPNews

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